Depois daquela primeira noite de amor, Laura e Justino acordaram bem cedo. Olharam um para o outro e sorriram.
Como se amavam naquele momento!
Olhavam um para o outro e tiveram a certeza, naquele instante, que nunca mais se separariam, que ficariam sempre juntos e isso fê-los sentir bem por dentro.
Justino levantou-se e disse a Laura para se deixar ficar deitada na cama à espera dele. Meia hora depois o cheiro que vinha da cozinha era divinal. O cheiro a café fresco, torradas, ovos estrelados, faziam Laura salivar mas não saiu da cama. Justino pediu que esperasse e assim ela fez.
Alguns minutos depois chega Justino ao quarto. Laura olhou para ele e pensou no quanto era feliz naquele momento. O homem que amava em cuecas trazendo o pequeno-almoço à cama. Quantas se podem gabar do mesmo? Era mesmo uma rapariga de sorte. Muita sorte.
- Desculpa a apresentação. Estive algum tempo à procura das coisas. Mas lá consegui. – Disse com um sorriso malandro.
- Está maravilhoso! Obrigada! – Deu uma garfada no ovo e… - Hummm mas que delicia. Vindo das tuas mãos até sabe melhor meu amor. Está delicioso!
Pouco depois o telefone toca e Laura vai atender.
- Tenho mais uma actuação esta noite. Vais comigo não vais?
- Claro que vou amor.
Nessa noite, Laura cantou mais e melhor que nunca. As mulheres ficavam com lágrimas nos olhos, os homens sonhavam com ela (como ele fazia há algum tempo atrás). Custa a crer que, há tão pouco tempo, era ele que sonhava como seria ser amado por ela. Agora é. E não cabe em si de contentamento. Ela foi, é e será o melhor que lhe aconteceu na vida.
Pela primeira vez em muito tempo, Justino estava realmente feliz!
Vinte minutos mais tarde já estavam a sair do apartamento de Laura de mãos dadas como sempre mas algo estava diferente entre eles, notava-se a léguas. Agora eram como um só. Uma alma dividida em dois corpos.
A uns escassos metros de onde se encontravam agora, estava um homem sombrio a olhar para eles fixamente. Esse homem, como iam mais tarde descobrir, estava obcecado por Laura e seguia-a para todo o lado mas, ao contrário de Justino, ele não a queria amar, queria-a possuir, escondê-la do mundo. Tê-la só para si e vê-la ali com aquele homem patético deixava-o louco de raiva. Tinha que o afastar de Laura a todo o custo.
Laura e Justino caminhavam lado a lado… Sorrindo com cumplicidade, alheios ao olhar gélido daquele homem com coração de pedra, incapaz de amar. Afonso era um homem amargo… Doente… Consumido pela sua raiva. Laura era linda demais para estar solta. A sua beleza era perigosa. Tinha que ser guardada para que mais ninguém a contemplasse… E era isso que ia fazer… Escondê-la…
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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